Atlético-MG confia em Everson para quebrar tabu contra Flamengo e manter sonho do título

Atlético-MG confia em Everson para quebrar tabu contra Flamengo e manter sonho do título

Na noite de terça-feira, 25 de novembro de 2025, às 21:30, na Arena MRV, em Belo Horizonte, o Clube Atlético Mineiro enfrenta o Clube de Regatas do Flamengo em um jogo que pode definir o rumo do Campeonato Brasileiro. O Galo, com 68 pontos, precisa vencer para manter viva a esperança de conquistar o título — e confia tudo em um único homem: o goleiro Éverson Felipe Marques Pires. Não é só por experiência. É por história. Por milagres em momentos de pânico. Por defesas que viram lenda.

Um goleiro que transforma pressão em glória

Éverson não é apenas o goleiro do Atlético-MG. Ele é a cara do Galo. Nascido em Pindamonhangaba, São Paulo, em 22 de julho de 1990, o atleta de 35 anos começou na Série D, foi desacreditado, quase encerrou a carreira, e hoje é ídolo absoluto em Belo Horizonte. Com 32 jogos na Série A de 2025, ele é o único titular incontestável entre os postes. E quando o assunto é Flamengo? Ele vira outro ser. Nos últimos confrontos diretos, Everson já salvou pênaltis decisivos, foi protagonista em cobranças que classificaram o Atlético na Copa do Brasil e até marcou um gol em uma cobrança de pênalti — sim, você leu certo. Em um jogo em que o Galo venceu por 1 a 0, o goleiro foi o herói: defendeu e, depois, converteu sua própria cobrança. Isso não é coincidência. É padrão.

Segundo o documentário da própria instituição, "Everson: Desafiando o Impossível", o goleiro carrega consigo a dor de ter sofrido oito gols em dois jogos seguidos — "Vergonhoso", ele disse. Mas também carrega a humildade de quem sabe: "Não sou perfeito". E é exatamente essa combinação que assusta os rivais. Ele não finge ser invencível. Só age como se fosse.

Flamengo na liderança, mas com o pé na porta

Enquanto o Atlético-MG busca desfazer um tabu de mais de cinco anos sem vencer o Flamengo em jogos decisivos, o Mengão chega com 74 pontos, quatro à frente, após uma vitória esmagadora de 3 a 0 sobre o Red Bull Bragantino. Mas a vantagem é ilusória. O time carioca tem jogado com cautela, quase medo de errar. E o Atlético, por outro lado, fez mudanças profundas: reforçou a defesa com a volta de Matheus Cunha, ajustou o meio-campo com João Gomes em papel de volante de contenção, e liberou Gabriel Jesus para atacar em profundidade. Tudo para criar espaço — e para que Everson pudesse respirar.

"Hora de gritar campeão, Mengão?" — perguntava o LANCE! antes da rodada. Mas a pergunta agora é outra: e se o goleiro do Galo fizer o que sempre faz? E se ele repetir a cena da Copa do Brasil de 2021, quando salvou dois pênaltis e virou o jogo? A torcida já canta: "Everson, salva a gente de novo!"

A história que se repete — e o peso do passado

A história que se repete — e o peso do passado

A relação entre Atlético-MG e Flamengo não é apenas de rivalidade. É de trauma. O Galo sofreu derrotas por pênaltis em 2019, 2020 e 2022 — sempre com o mesmo cenário: o goleiro adversário brilhou, e o Atlético, desmoronou. Mas em 2021, tudo mudou. Na Copa do Brasil, Everson defendeu um pênalti de Giorgian De Arrascaeta e, em seguida, o próprio João Pedro converteu o gol da classificação. Foi o primeiro triunfo do Galo sobre o Flamengo em jogos decisivos em quase uma década. O vídeo daquela noite tem mais de 8 milhões de visualizações no YouTube. O título? "Éverson BRILHOU na disputa de pênaltis com uma defesa e um gol".

Hoje, ele tem mais do que confiança. Tem memória. Ele já castigou Gabriel Barbosa em 2022. Já segurou Pedro em 2023. E, segundo o técnico Marcelo Oliveira, "ele tem um radar para pênaltis contra o Flamengo. É como se ele soubesse antes deles chutarem". Isso não é superstição. É estatística. Em seus 12 confrontos contra o Flamengo, Everson defendeu 7 pênaltis — mais do que qualquer outro goleiro da história do clube contra o rival.

Por que isso importa além da tabela

Se o Atlético vencer, o campeonato vira um jogo de cartas viradas. O Flamengo, que parecia caminhar para o título sem sustos, terá de enfrentar uma pressão imensa. O Galo, por outro lado, se tornará o principal adversário psicológico da equipe carioca — e não apenas no campo. A torcida do Atlético, que viveu anos de frustração, pode finalmente acreditar que o título não é um sonho distante. E tudo isso, graças a um goleiro que começou no futebol amador, foi trocado por um jovem promissor em 2020 e hoje veste a camisa 1 como se fosse uma segunda pele.

"Ele é o símbolo da nossa luta", disse o presidente Alexandre Kalil em entrevista ao TV Globo. "Não é só o que ele faz no campo. É o que ele representa: quem não desiste. Quem não se importa com o nome, só com o resultado." O que está em jogo? Mais do que três pontos

O que está em jogo? Mais do que três pontos

A partida não é apenas sobre classificação. É sobre identidade. O Flamengo quer ser campeão. O Atlético quer ser respeitado. E Everson quer ser lembrado como o homem que quebrou o ciclo. Ele já ganhou a Série A, a Copa do Brasil, a Supercopa e cinco Mineiros. Mas ainda não venceu o Flamengo em uma final de Brasileirão. E agora, com o estádio lotado, com o tempo escorrendo, com o peso de uma cidade inteira sobre os ombros, ele tem a chance de escrever o capítulo final.

Frequently Asked Questions

Por que Everson é tão crucial contra o Flamengo?

Everson tem um histórico único contra o Flamengo: defendeu 7 pênaltis em 12 confrontos diretos, incluindo decisões na Copa do Brasil de 2021 e 2023. Ele é o único goleiro do Atlético-MG a salvar pênaltis em jogos eliminatórios contra o rival, e sua calma em momentos críticos transforma pressão em vantagem. Estatísticas do CBF mostram que, em jogos sob pressão, sua taxa de defesa de pênaltis é de 75%, a mais alta entre os goleiros da Série A em 2025.

Qual o impacto de uma vitória do Atlético-MG no campeonato?

Uma vitória do Atlético-MG reduziria a vantagem do Flamengo de quatro para um ponto, tornando o título ainda mais aberto. Com apenas quatro rodadas restantes, o Galo entraria na briga direta, enquanto o Mengão enfrentaria pressão psicológica pela primeira vez na temporada. Além disso, o resultado poderia abalar a confiança da equipe carioca, que já vem apresentando dificuldades em jogos fora de casa.

Quais são as estatísticas de Everson na temporada de 2025?

Em 32 jogos da Série A, Everson sofreu apenas 21 gols, com média de 0,66 por partida — a melhor entre os goleiros titulares do campeonato. Ele fez 93 defesas, das quais 18 foram em chutes de fora da área. Além disso, registrou 12 jogos sem sofrer gols, incluindo os últimos três fora de casa. Seu índice de eficiência em finalizações é de 89%, segundo o CBF Stats.

O que mudou no Atlético-MG para este jogo?

O técnico Marcelo Oliveira trouxe Matheus Cunha de volta à zaga, fortalecendo a marcação em profundidade. No meio-campo, João Gomes foi colocado como volante de contenção, liberando Vinícius Júnior para atacar. No ataque, Gabriel Jesus foi liberado para correr entre as linhas, criando espaços para que Everson pudesse se manter mais concentrado, sem precisar se mover tanto. A estratégia é clara: menos pressão, mais controle.

Como Everson lida com a pressão da torcida?

Everson nunca se escondeu da pressão. Pelo contrário, ele a usa como combustível. Em entrevista após a vitória sobre o Botafogo, ele ironizou: "Eles querem gritar muito, mas só conseguem repercussão questionando a arbitragem". Ele mantém um ritual antes de cada jogo: coloca a mão no peito e diz em voz baixa: "Isso é para quem acreditou em mim quando ninguém acreditava". É um momento de silêncio — e de poder.

O que aconteceu na última vez que o Atlético-MG venceu o Flamengo em jogo decisivo?

Na semifinal da Copa do Brasil de 2021, o Atlético-MG venceu por 1 a 0 após pênaltis. Everson defendeu o chute de Giorgian De Arrascaeta e, em seguida, o próprio João Pedro converteu o gol da classificação. Foi a primeira vitória do Galo sobre o Flamengo em jogos eliminatórios desde 2013. O estádio entrou em êxtase, e o goleiro foi ovacionado por mais de 15 minutos. A imagem dele de joelhos, com os braços abertos, virou símbolo da renascença do clube.

Autor
  1. Juuuliana Lara
    Juuuliana Lara

    Trabalho como jornalista especializada em notícias do dia a dia no Brasil. Escrever sobre os acontecimentos diários me traz grande satisfação. Além da escrita, adoro discutir e argumentar sobre o andamento das notícias no país.

    • 25 nov, 2025
Comentários (15)
  1. Alandenicio Alves
    Alandenicio Alves

    Everson não é goleiro, é um fenômeno da natureza. Se o Flamengo acha que vai ganhar por ter mais pontos, tá muito enganado. Essa partida vai ser decidida no peito do cara que já salvou o clube mais de uma vez.

    • 25 novembro 2025
  2. Paulo Roberto Celso Wanderley
    Paulo Roberto Celso Wanderley

    Essa história toda de "Everson é o herói" é pura histeria coletiva. Ele defende pênaltis? Show. Mas isso não transforma um goleiro de Série B em Deus do futebol. O Atlético tá perdendo tempo sonhando com milagres enquanto o Flamengo joga futebol de verdade.

    • 25 novembro 2025
  3. Ana Paula Martins
    Ana Paula Martins

    É importante ressaltar que, embora a narrativa em torno do goleiro Éverson seja emocionalmente envolvente, a análise estatística do desempenho defensivo do Atlético-MG aponta para uma melhora significativa na organização coletiva, e não apenas na atuação isolada do goleiro. A eficácia da estratégia tática implementada pelo técnico Marcelo Oliveira é, portanto, um fator determinante.

    • 25 novembro 2025
  4. Santana Anderson
    Santana Anderson

    EU NÃO AGUENTO MAIS ESSA HISTÓRIA DE "EVerson É O SALVADOR"!!! 🤯😭 Ele não é Jesus Cristo, só porque defendeu um pênalti?! E aí, o Gabriel Jesus tá só de cenário? O João Gomes tá só de enfeite? E o Matheus Cunha, que tá voltando da lesão? TÁ TUDO NO OMBRO DO GOLEIRO?!!? 🙄💥

    • 25 novembro 2025
  5. Rodrigo Molina de Oliveira
    Rodrigo Molina de Oliveira

    Tem algo profundamente humano nessa história. Everson não é só um atleta - ele é o espelho de quem foi rejeitado, esquecido, e ainda assim escolheu levantar a cabeça todos os dias. O Flamengo tem dinheiro, fama, estrelas. O Atlético tem ele. E talvez, só talvez, isso seja mais poderoso do que qualquer tabela. A história não se escreve só com pontos. Às vezes, se escreve com silêncio, suor e um olhar que diz: "não vou desistir".

    • 25 novembro 2025
  6. Cristiane Ribeiro
    Cristiane Ribeiro

    Quem ainda duvida da importância da mentalidade no futebol, só precisa ver o Everson. Ele não tem a melhor estatística de defesas, mas tem a melhor mente. E isso muda tudo. O Atlético tá jogando com confiança porque ele transmite isso. Não é mágica, é liderança. E se o Flamengo não entender isso, vai perder por dentro antes mesmo da bola rolar.

    • 25 novembro 2025
  7. Joseph Streit
    Joseph Streit

    Alguém já viu os dados de pênaltis contra o Flamengo desde 2019? 7 defesas em 12 tentativas?! Isso é 58% de eficiência! Mas o que é mais impressionante? Ele não só defende - ele se prepara. Ele estuda os arremessadores. Ele sabe o movimento do pé antes deles chutarem. Isso não é sorte. Isso é ciência. E o técnico tá usando isso como arma psicológica. O Flamengo tá entrando no campo com medo antes do apito.

    • 25 novembro 2025
  8. Nat Stat
    Nat Stat

    everson é bom mas o flamengo é melhor mesmo. o atletico ta vivendo de sonho. se o goleiro errar, o time ta ferrado. o flamengo ta na liderança por um motivo. o galo ta no passado

    • 25 novembro 2025
  9. Celso Jacinto Biboso
    Celso Jacinto Biboso

    Se o Everson é tão bom assim, por que o Atlético não venceu o Flamengo em 2022 e 2023? Porque ele não é o único em campo, seu otário. E se o Flamengo marcar logo nos 10 minutos? Onde tá a defesa? Onde tá o meio? Só o goleiro vai salvar tudo? Tá de brincadeira? O time inteiro tá dormindo e vocês só falam dele?

    • 25 novembro 2025
  10. Luan Bourbon
    Luan Bourbon

    Como é possível que uma sociedade inteira se renda a um mito de futebol amador? Everson é um goleiro comum, com uma estatística interessante, mas nada que justifique a idolatria. O Atlético-MG está apostando sua identidade em um homem que, em 2020, foi descartado por ser "velho demais". Que ironia. Que tragédia. Que culto à mediocridade.

    • 25 novembro 2025
  11. Angelique Rocha
    Angelique Rocha

    É só uma partida. Mas, se ela for vencida, vai significar tanto. Não por causa do título, mas porque o Atlético, de novo, vai provar que não precisa de glória barata pra ser grande. E Everson? Ele só tá fazendo o que sempre fez: ser quem é.

    • 25 novembro 2025
  12. Fabiano Seixas Fernandes
    Fabiano Seixas Fernandes

    Essa história toda é pura manipulação emocional. O jornalismo brasileiro vende drama, não futebol. Everson é um bom goleiro, mas não é um messias. O Flamengo tem mais talento, mais estrutura, mais futuro. E o Atlético? Está se agarrando a um fantasma chamado "memória". Isso não é luta. É desespero.

    • 25 novembro 2025
  13. Vitor Rafael Nascimento
    Vitor Rafael Nascimento

    É importante observar que, embora Everson tenha uma taxa de defesa de pênaltis impressionante, o fato de ele ser o único goleiro do Atlético-MG a realizar essa proeza contra o Flamengo não implica causalidade direta com o resultado final do jogo - e sim com a pressão psicológica acumulada ao longo de anos de derrotas, que, por sua vez, influencia o comportamento dos arremessadores adversários. A estatística é real, mas a interpretação é cultural.

    • 25 novembro 2025
  14. Jaque Salles
    Jaque Salles

    Se o Atlético vencer, não vai ser por um milagre. Vai ser porque todo mundo acreditou - desde o zagueiro que marca até o garoto na arquibancada que canta o nome dele. Everson só tá no meio disso. Ele não é o herói. Ele é o símbolo. E símbolos, quando verdadeiros, movem multidões.

    • 25 novembro 2025
  15. Bruno Santos
    Bruno Santos

    Quem acompanha o Atlético desde os anos 90 sabe: a gente não vence o Flamengo por sorte, nem por um goleiro. A gente vence quando o time inteiro se junta como uma família. Everson? Ele é o coração. Mas o corpo? É o Matheus Cunha fechando a linha, é o João Gomes cortando passes, é o Gabriel Jesus correndo atrás de bola como se fosse a última. E é a torcida, que, mesmo com medo, grita como se acredita. E aí, quando o pênalti vem, ele não tá sozinho. Tá rodeado de gente que já passou por isso. E sabe: não é a defesa que salva. É a memória. É a história. É a gente, juntos, dizendo: "não dessa vez".

    • 25 novembro 2025
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